Brasil

A Fraternidade hoje, e em seu conjunto.

A Fraternidade no Brasil começou no ano de 1952, quando Irmãzinha Madalena, visitou a Aldeia Tapirapé, no Mato Grosso, e aí deixou algumas irmãzinhas, para começar a primeira Fraternidade em solo brasileiro. Os Tapirapé, nesse momento, estavam em perigo de extinção. Eram apenas 48 e haviam sido recentemente contatados pelo SPI (Serviço de Proteção Indígena). Hoje tem completa  autonomia e são aproximadamente mil e quinhentos.

Depois outras Fraternidades foram sendo criadas . Vivemos um tempo de expansão, até os anos 90, quando chegamos a estar em 9 inserções, distribuidas nas Regiões Norte-Nordeste, Sudeste e Mundo Indígena.

Não tendo novas vocações, e com o envelhecimento, como também com o retorno de algumas irmãzinhas aos seus países de origem (França,Portugal etc…), como também as idas às Casas de Cuidado, o grupo foi reduzindo.

 

Hoje temos duas fraternidades, na cidade de Belo Horizonte- MG e uma Fraternidade em Roças Novas, que é nossa Fraternidade de Adoração, onde vamos para nossos Encontros, Retiros mensais e anuais. É um ambiente tranquilo e orante, não muito distante de Belo Horizonte. Nas duas fraternidades de BH, somos nove, sendo quatro em Betânia, quatro na Vila e uma morando em um pequeno apartamento. As demais estão nas Casas de Cuidado e Longa Permanência.

Para alimentar os laços fraternos, nos encontramos regularmente, para Partilha de Vida,aprofundamento de temas, etc…

Para cada uma de nós, viver nas Fraternidades, ou ir a uma Casa de Longa Permanência, quando for o momento,  é continuar a vivência de nosso carisma. Como nos diz Irmãzinha Elisabeth que está no “Recanto Feliz”: a “escolha tem como motivação, a convivência com aquelas pessoas que havia escolhido de partilhar a vida, quando entrei  na Fraternidade”.

Que o Senhor nos guarde na sua fidelidade, na criatividade e na alegria de sermos Irmãzinhas de Jesus.

 

Fraternidade Tapirapé

Foi a primeira Fraternidade do Continente, escolhida pela Irz. Madalena, indo visitá-los deixando as primeiras
Irmãzinhas em 24 de junho de 1952. Eles estavam em fase de extinção. Ela dizia: «Explico ás Irz. o meu pensamento, elas se farão Tapirapé para daqui irem aos outros e amá-los. Mas serão sempre Tapirapé que amarão  os Kayapó, seus inimigos.
    Os Tapirapé estavam em vias de extinção. Nos primeiros anos as Irz. cuidaram da saúde dos Tapirapé e favoreceram a formação de agentes de saúde indígena. Agora eles mesmo cuidam da saúde nas aldeias.
Durante esses 60 anos o grupo cresceu. São atualmente mais ou menos 1500 distribuídos em 4 aldeias.

As Irmãzinhas passam a morar numa casa igual ás outras, inserida no traçado oval da aldeia e se colocam como discípulas  das crianças e dos jovens no aprendizado do idioma e de como viver e sobreviver na mata, nos campos e nos rios…tem um pequeno canto de sua casa onde se recolhem silenciosamente para sua oração e contemplação…missão de amizade, de partilha, de testemunho.

    Houve também a presença de Luis e Nice, leigos, professores bilingue na aldeia que ajudaram na formação dos professores indígenas  e agora eles assumem.
    As Irmãzinhas, mesmo isoladas vivem em comunhão com as Irmãzinhas espalhadas pelo mundo afora, pelo hábito das cartas mensais na Fraternidade.
    A chegada de Pedro Casaldáliga á Prelazia de São Féliz do Araguaia (1971), a fundação do CIMI-Conselho Missionário Indigenista em 1972 e as Assembléias dos Povos Indígenas na década de 1970, contribuiram para que o
processo vivido pelas Irmãzinhas junto aos Tapirapé e depois junto aos Assurini, no Pará, se tornassem mais conhecido e que sua experiencia viesse a enriquecer a caminhada dos povos indígenas e a reflexão missionária latino
americana.
    Em 2016 morre Veva (irz. Genoveva Helena) que vivia desde a fundação. Odila decide permanecer aí. E em fevereiro de 2017, Iracema e Maria Dulcidéa em nome do Conselho Geral e da Região foram agradecer ao Povo Tapirapé a acolhida de tantos anos e devolver-lhes a casa para que possa ser usada por eles, na nossa condição de hóspedes.

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